domingo, 17 de julho de 2011

É Preciso Repensar a Nossa Vida, Al Berto



É preciso repensar a nossa vida. Repensar a cafeteira do café, de que nos servimos de manhã, e repensar uma grande parte do nosso lugar no universo. Talvez isso tenha a ver com a posição do escritor, que é uma posição universal, no lugar de Deus, acima da condição humana, a nomear as coisas para que elas existam. Para que elas possam existir… Isto tem a ver com o poeta, sobretudo, que é um demiurgo. Ou tem esse lado. Numa forma simples, essa maneira de redimensionar o mundo passa por um aspecto muito profundo, que não tem nada a ver com aquilo que existe à flor da pele. Tem a ver com uma experiência radical do mundo.
Por exemplo, com aquela que eu faço de vez em quando, que é passar três dias como se fosse cego. Por mais atento que se seja, há sempre coisas que nos escapam e que só podemos conhecer de outra maneira, através dos outros sentidos, que estão menos treinados… Reconhecer a casa através de outros sentidos, como o tacto, por exemplo. Isso é outra dimensão, dá outra profundidade. E a casa é sempre o centro e o sentido do mundo. A partir daí, da casa, percebe-se tudo. Tudo. O mundo todo.

Al Berto, in "Entrevista à revista Ler (1989)"

sábado, 16 de julho de 2011

RACIONALIZAÇÃO

Racionalização vista por um leigo


"No geral, há duas razões para tudo o que fazemos: a  razão alegada e a razão real".  Isto não é coisa de adicto, mas da vida, do ser humano, de cada um de nós. 
A racionalização é um dos mecanismos  de defesa do ego mais preponderante dentre os demais. Quando racionalizamos  nos tornamos desonestos, enganadores,
 com o senso de integridade corrompido. 
É muito comum encontrarmos justificativas  para nossas falhas, nossas ações, dai transformamos "nossas preferências  emocionais em conclusões racionais". 
Quando digo que vou para minha terra  ver minha irmã em véspera do são joão, na verdade estou indo mesmo passar o são joão em casa dela, porque é uma festa que eu gosto. Do mesmo modo que o sujeito que toma vinho alegando ser o mesmo ótimo para o coração. 
Na verdade bebe porque gosta da bebida. Ninguém toma cerveja por conta do malte, mas porque gosta de beber, verdade seja dita. Quando racionalizo utilizo a inteligência para negar a verdade, transformo desejos em fatos. A racionalização gera desonestidade consigo mesmo e, se sou desonesto comigo mesmo porque não serei com o próximo? Perdemos nossa autenticidade  através da sabotagem. Quando racionalizo sou insincero. A necessidade  de racionalizar busca fazer com que uma  verdade deixe de ser verdade e o mal se transforme no bem. Infelizmente a racionalização é largamente empregada  nas mais diversas situações. 
Ela se faz presente nos relacionamentos, ocorre com muita gente e não apenas com adictos, mas também pelos co-dependente. 
Cabe a quem se propõe agir de maneira honesta não mais se valer de um recurso que nos torna desonestos.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

ABANDONO


Dor do Abandono
Rosemeire Zago


Sensação de abandono na infância gera complexos

Um dos sentimentos mais difíceis de serem superados creio que seja a dor do abandono, da rejeição, da perda, que para muitas pessoas começa logo cedo. Não me refiro só ao abandono cujos pais o deixaram desde o nascimento. Mesmo quem teve pai e mãe presente, pode sentir-se abandonado, se sentir que sua mãe não o escutava, não ouvia. Quando a criança não é aceita em sua realidade, ela não vivencia a autenticidade de seus próprios sentimentos. Não é preciso que a criança seja órfã para ter esses sentimentos, mas é claro que serão mais intensos em quem realmente viveu ou vive a orfandade.

Quando o relacionamento primário fundamental foi comprometido, não havendo um envolvimento total dos pais com os cuidados básicos da criança, ela desenvolverá mecanismos inconscientes para contar com seus próprios recursos. É quando o bebê experimenta o abandono e passa desde muito cedo a agir como um ser independente, como se no fundo soubesse que não pode contar com mais ninguém. Diante desse abandono podemos encontrar três complexos psicológicos principais. Entendemos por complexo uma determinada situação psíquica de forte carga emocional, que muitos conhecem como "trauma". Ou seja, os complexos são portadores da energia afetiva.

Esses três complexos são:

- Profunda sensação de ausência pessoal de valor:
O calor materno oferece à criança a sensação de valor. Quando esse amor deixa de existir a pessoa se sente rejeitada, acha que fez alguma coisa errada, sendo assim, inaceitável, e passa a duvidar da razão de sua própria existência. Sentimento que pode perdurar durante anos ou uma vida inteira dentro de algumas pessoas e refletir em todas áreas de sua vida. A tão conhecida baixa auto-estima. A sensação de ter valor é essencial à saúde mental, pois quando se sente valiosa, a pessoa cuidará de si mesma de todas as maneiras que forem necessárias.

- Sensação de culpa:

Essa culpa não deve ser confundida com a culpa mais consciente que a pessoa sente quando faz algo. É uma culpa mais profunda, onde acaba por se culpar por não ser amado, aceito. Essa busca pela mãe, ou pela fonte de carinho e amor, pode desencadear outros processos na vida da pessoa. É como se estivesse sempre em busca dessa proteção. Sente que tem uma dor que não pode ser aliviada, e assim, acaba por sentir pena de si mesmo, desenvolvendo muitas vezes a auto-piedade. Espera, ainda, que os outros também a vejam assim, sempre esperando que alguém venha salvá-la.

Esse quadro pode gerar relacionamentos de muita dependência. Como perdeu sua ligação com a fonte de sustentação da vida, apega-se a toda pessoa que possa lhe oferecer segurança. Alguns se apegam a qualquer objeto, pessoa ou forma de comportamento que representa segurança, como sexo, dinheiro, comida, drogas, entre outros. Até o momento de perceber, o que muitas vezes pode levar anos, que esse objeto não tem o mesmo significado e não irá efetivamente suprir essa carência e esse vazio.

Poderá também desenvolver muita dificuldade em lidar com a solidão. Como não tem o bastante de si mesma, sente que tem valor apenas quando está na presença de outra pessoa, como se fosse vital para sua sobrevivência. Pode ainda desenvolver uma dependência mútua, criando um verdadeiro elo simbiótico inconsciente, ou seja, o que muitos vivem e conhecem como relação doentia. Onde nenhum dos dois consegue deixar esse vínculo, apesar do sofrimento instalado. Essa situação de excessiva dependência entre duas pessoas cria uma situação psicológica improdutiva e, conseqüentemente, não há troca, crescimento, mas sim muito sofrimento. Torna-se uma situação difícil de ser rompida, pois há muito medo de ser deixado, ficar só, evitando a todo custo, mais um abandono.

Poderá ainda acontecer o contrário, a pessoa mesmo querendo manter a relação, abandona a outra pessoa, para que ela mesma não seja abandonada. Essa situação de dependência pode fazer com que a pessoa torne-se a criança-vítima, ou seja, procura ser boazinha com o intuito de ser cuidada, gerando a necessidade de agradar e a dificuldade de dizer não, buscando sempre e, inconscientemente, aprovação e reconhecimento. É preciso tornar consciente sua dependência e suas eventuais conseqüências para que não fique repetindo situações de abandono.

- Profunda atração pela morte:

Para a criança, o abandono por parte dos pais é equivalente à morte. Essa sensação é mais profunda em quem realmente perdeu a mãe no momento do nascimento. Mas também por quem não foi literalmente abandonado, mas vivenciou esse medo, ele pode ressurgir mais acentuadamente em momentos de renascimento ou quando algum projeto está para ser iniciado, como em momentos de mudança, pois todo caos que precede a cada novo nascimento acaba por gerar um doloroso processo de recordação de sua experiência traumática inicial do abandono, podendo facilmente sentir-se imobilizado frente ao desconhecido, sem permitir-se crescer, transcender, resistindo às mudanças.

Pode existir em algumas pessoas a síndrome do aniversário, onde revive nesse dia seu trauma de infância, o abandono, evitando assim, qualquer tipo de comemoração.

Para lidar com todos esses aspectos o mais indicado é ter consciência de todo esse processo e, principalmente, dos sentimentos que surgem. Falar sobre eles poderá ajudar a integrar conteúdos que estão no inconsciente ao consciente.

É preciso aceitar toda essa realidade e não negar seus sentimentos e carências, assim suas necessidades poderão ser supridas de maneira equilibrada e consciente e não através de relações doentias.

Ao se permitir sentir dor, raiva, mágoa e tristeza, poderá começar a amenizar sua dependência e assumir mais responsabilidade por si mesmo e por seus sentimentos.

Quando esses presentes, carinho, afeto, demonstrações constantes de amor, como a certeza de que não será abandonado, não foram dados pelos pais, é possível obtê-los de outras fontes, porém esse processo em geral, dura a vida inteira. Mas é possível transformar toda a dor do abandono ao interagir com essa criança que apenas espera por seu amor.


Crédito; Portal Angels

quinta-feira, 30 de junho de 2011

VIVENDO




13 Linhas Para Viver

1. Gosto de você não por quem você é, mas por quem sou quando estou contigo;

2. Ninguém merece tuas lágrimas, e quem as merece não te fará chorar;

3. Só porque alguém não te ama como você quer, não significa que este alguém não te ame com todo o seu ser;

4. Um verdadeiro amigo é quem te pega pela mão e te toca o coração;

5. A pior forma de sentir falta de alguém é estar sentado a seu lado e saber que nunca vai poder tê-lo;

6. Nunca deixes de sorrir, nem mesmo quando estiver triste, porque nunca se sabe quem pode se apaixonar por teu sorriso;

7. Pode ser que você seja somente uma pessoa para o mundo, mas para uma pessoa você seja o mundo;

8. Não passe o tempo com alguém que não esteja disposto a passar o tempo contigo;

9. Quem sabe Deus queira que você conheça muita gente errada antes que conheças a pessoa certa, para que quando afinal conheça esta pessoa saibas estar agradecido;

10. Não chores porque já terminou, sorria porque aconteceu;

11. Sempre haverá gente que te machuque, assim que o que você tem que fazer é seguir confiando e só ser mais cuidadoso em quem você confia duas vezes;

12. Converta-se em uma pessoa melhor e tenha certeza de saber quem você é antes de conhecer alguém e esperar que essa pessoa saiba quem você é;

13. Não se esforce tanto, as melhores coisas acontecem quando menos esperamos.

Gabriel García Marquez
Crédito : Marcos Ricardo

CASTRO ALVES, AMAR E SER AMADO
















Amar e ser amado! Com que anelo
Com quanto ardor este adorado sonho
Acalentei em meu delírio ardente
Por essas doces noites de desvelo!
Ser amado por ti, o teu alento
A bafejar-me a abrasadora frente!
Em teus olhos mirar meu pensamento,
Sentir em mim tu’alma, ter só vida
P’ra tão puro e celeste sentimento:
Ver nossas vidas quais dois mansos rios,
Juntos, juntos perderem-se no oceano —,
Beijar teus dedos em delírio insano
Nossas almas unidas, nosso alento,
Confundido também, amante — amado —
Como um anjo feliz... que pensamento!?

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Caio Fernando Abreu


 

Uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço....

sábado, 25 de junho de 2011

Caio Fernando Abreu


Existe sempre alguma coisa ausente. Acho que a gente tem que vencer. Ou lutar. E ficar bem. Feliz. Criar. Fazer. Se mexer.

Vontade que você estivesse aqui e eu pudesse te mostrar muitas coisas, grandes, pequenas, e sem nenhuma importância, algumas.

eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você.

Um café e um amor. Quentes, por favor.

Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. (...) É aceitar doer inteiro até florir de novo. 

Não era possível evitar por mais tempo uma onda que crescia, barrando todos os outros gestos e todos os outros pensamentos.

A verdade é que ainda hesito em dar um nome àquilo que ficou, depois de tudo. Porque alguma coisa ficou.

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol.

Sinto uma falta absurda de você. Ficou um vazio que ninguém preenche. E penso e repenso e trepenso em você aí… Tá tudo bem assim.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O Amor nos dias de hoje


Três coisas que eu aprendi sobre o amor.
1º Ele não é fácil. Você pode tentar de qualquer maneira não sofrer por amor, mas você sempre sofre.
2º Ele não é difícil. Amar uma pessoa pode levar tempo, porém quando você realmente a ama, é um sentimento de alegria que você não consegue segurar.
3º Você sempre tem de se doar. E às vezes uma prova de amor acaba levando à morte de uma pessoa.
O grego tem três palavras para o amor: eros, ágape e philos. O primeiro é o amor romântico (Cântico dos Cânticos 8.6). O segundo é o amor fraternal, digamos (1Coríntios 13.13; Romanos 5.8). E o terceiro é uma amizade.
A frase Eu te amo hoje tomou uma nova forma: um bordão sem sentimento. Hoje quando duas amigas se conhecem, no mesmo dia a frase é dita: sem nenhum sentimento. No outro dia brigam, e no outro se amam. E a frase continua lá – firme e forte.
O amor hoje também passou de pessoas para coisas. C. S. Lewis disse que o inglês possui duas formas para amar: like e love. O primeiro é mais geral: I like cars (Eu gosto de carros), e o segundo é o amor de fato: I love my cousin (Eu amo meu primo), mas não é o que vemos hoje. Ao invés de ‘I like chocolate’ (Eu gosto de chocolate), por exemplo, o que se ouve é ‘I love chocolate’ (Eu amo chocolate). Claro que, neste caso, o love está sendo usado para dar ênfase ao fato de gostar muito de chocolate. O problema é o sentimento. Geralmente, as pessoas não nutrem sentimentos por chocolate – ou por uma lata de lixo ou uma roupa. O português tem três formas básicas: gostar, adorar e amar. Elas são bem divididas. Eu gosto de chocolate, eu adoro chocolate e eu amo chocolate. O primeiro é uma expressão geral, o segundo mostra que você gosta bastante de chocolate e o terceiro é o amor-sentimento. Entretanto, o que ouvimos por aí é apenas o ‘eu amo chocolate’.
Longe de mim dizer que a forma dita está errada. O que quero dizer é que enquanto atribuirmos uma questão sentimental a algo que não deve ser sentimental, nós estaremos nos apegando mais ao mundo material. E é exatamente deste mundo que devemos nos desprender. Cristo disse que deveriamos amar uns aos outros – mas não disse que isso era fácil. As Escrituras também dizem para não nos apegarmos a este mundo – ele há de passar. Mas o quão dispostos a isto nós estamos?
Devemos a cada dia ter este amor ágape – fraternal – uns com os outros. Seja ao ajudar a carregar um pacote ou ajudar um amigo pelo computador.
Vamos fazer a diferença e começar a amar aquela pessoa que está mais próxima da gente – e não a página de rede social que está aberta simultâneamente à janela deste texto.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

As mulheres de Atenas - A face oculta do feminino




A figura iconográfica ideal para se compreender um dos aspectos do feminino está na mitologia grega. Como nossa cultura espelhou-se na filosofia e política da Grécia antiga por uma assimilação cultural pelo império Romano, a cultura grega integrada pelos romanos hoje nos circunda. E dos mitos gregos um ponto nos chama a atenção: as guerreiras Athena, Diana, as Amazonas, Cliteminéstra e outras. As lendas e mitos gregos ressaltam um lado da mulher que ainda não é compreendido e que gera muita polêmica porque retira dela seu lado vítima. "Para pisar no coração de uma mulher é preciso um coturno... Já fui mulher, eu sei", canta o poeta Chico Cesar.
Sempre fui um observador da vida. Lembrei-me de quando fazia o curso de psicologia em São Paulo. Raros homens em sala de aula. O que para muitos poderia ser visto como uma bênção, por outro lado acenava outro universo: a cruel competição feminina e a eterna disputa pela vaidade intelectual, física, moral, competição pela moda refletida na vida. Quase tudo para a mulher envolve disputa. Até as amigas que já casaram são alvo da inveja das solteironas. Isto também retrata partes deste processo. A guerra da balança, de qual amiga rouba o namorado ou marido da outra e até a do vestido exclusivo no baile são pequenos exemplos das disputas femininas que beiram o insano. Raras vezes vi um homem sair de uma festa porque um amigo usava uma camisa igual.
Athena é um mito, a deusa da armadura, eterna virgem, deusa guerreira que adora a briga, a luta pela busca da justiça de forma racionalista. Athena jamais se entrega a qualquer homem. E o mundo, ao contrário, adora ver a mulher sempre neste antagonismo: a boazinha, romântica, sonhadora, fútil, delicada. Armadilha de percepção? A mulher é racional, às vezes de forma excessiva, e isto é que nos choca. A histeria relatada por Freud retratava este processo. A criação castradora faz da mulher, em nossa cultura machista, a eterna aprisionada pelo medo e insegurança. Está aí o antagonismo psíquico apontado pelos gregos. E o que ela quer?
A mulher quer, sobretudo, segurança. Em sua criação castradora, busca de todas as formas sobrevivência e amparo na vida profissional ou afetiva. O status de um parceiro(a) solidifica esta busca. Por isto a mulher escolhe seus parceiros mais que um homem. Para tal escolha, procura referências do pretendido (filho de quem, veio de onde, de que família), o local em que mora, se tem ou não profissão, quanto ganha, seu passado moral e, por fim, se é boa gente. A mulher é bem mais calculísta em suas escolhas afetivas, mais racional. Todavia tais escolhas vão diminuindo à proporção que a idade aumenta e a feiúra acentua. O desespero é o único crivo para aceitação quase universal. Uma senhora desesperada quase fica com qualquer um. Lembrei-me de uma colega, que muitos chamariam de interesseira. Ela dizia que se um homem não tivesse carro, profissão e um mínimo para seu conforto, ela não se casaria. Quem vive de amor são os poetas e os românticos, ressaltava. Logicamente que os fatores da afetividade sexual, a pele, entrariam no jogo, mas, ao contrário dos homens, sempre em segundo ou terceiro plano. Mulheres amam, mas quando sentem se seguras. Quer tirar a prova? Quantas moças de classe média se casam com rapazes pobres? E quantos homens o fazem na mesma proporção? E o curioso é que queremos entender o universo de forma acadêmica, cindindo nosso objeto de estudo, tolhendo-o de uma dinâmica natural da vida, o que é um erro grave nas ciências humanas.
O jogo do feminino é complexo e esta é apenas uma de suas facetas. Nele, vale tudo: exposição exagerada, visual, caras e bocas. É uma guerra. E, se você der bobeira, dança. O medo e a insegurança na vida da mulher infelizmente proporciona a maior parte das armadilhas de sua vida. Aliado ao racionalísmo provoca muitos problemas afetivos especialmente pelo fato do amor não poder jamais ser condicionado.O amor é expontâneo, independe de classe social, credo, status.
Outro dia ouvi de um rapaz uma reclamação. Em um almoço na casa da avó de sua namorada ouviu a seguinte afirmação:"neta minha só se casa com homem rico. Se não for rico não entra em nossa família". Posteriormente como refletiu o rapaz, o que está em jogo não é a moral, o caráter, o bem estar da família, mas o raciocínio frio do amor como negócio.

terça-feira, 22 de março de 2011

Rosto da Solidão




Solidão: O confinamento da vida - A pior solidão não é a ausência da realização de determinados desejos ou fantasias, mas principalmente a anulação de determinado potencial ou habilidade.

"O homem solitário se devora a si mesmo, o outro é devorado pela sociedade, então escolhes". (NIETZSCHE).

Quando pensamos na solidão, a primeira idéia que passa por nossa mente é se temos ou não verdadeiros amigos, a qualidade de uma relação afetiva que estamos vivenciando, o quanto somos estimados ou procurados por quem sentimos afeição ou apreço. Embora tudo isso seja bastante natural, gostaria de enfatizar nesse estudo a relação da solidão com a própria personalidade do indivíduo. Quero dizer não apenas de algo existencial, mas tão somente como cada um direciona sua meta de vida.
Talvez não nos demos conta, mas um dos atributos de nossa sociedade que mais contribuem para o aumento da solidão é o confinamento de papéis em que vivemos diariamente. Somos treinados desde os primórdios a agirmos de acordo com determinadas expectativas ou deveres sociais. Caso haja uma transgressão, o resultado quase sempre é culpa ou ansiedade. Isso se dá no âmbito profissional, social e pessoal, e quase sempre aceitamos os fatos como nos são apresentados.
Se investigarmos um pouco a fundo o comportamento cotidiano do homem contemporâneo, confirmaremos o exposto acima. Quase nunca conseguimos ligar para alguém quando temos vontade, pois ficamos preocupados com o que a pessoa pense a nosso respeito; quase nunca podemos nos entregar verdadeiramente a algo ou alguém, pelo terrível temor da perda, isso apenas para citar alguns exemplos.
Se formos para o campo profissional a coisa não é menos aterradora. É um verdadeiro drama descobrirmos nossas verdadeiras potencialidades e conseguirmos sua realização. Nesse ponto reside outro aspecto fundamental da solidão, a não descoberta ou realização da potencialidade de um ser humano. Notem que isso passa a ser uma espécie de condenação, pois jamais conseguiremos ser ótimos em algo, e o que resta é a aceitação resignada de um trabalho totalmente desprovido de prazer ou meta mais ampla. Nos sentimos então absolutamente sós e desamparados, pois assistimos nossa castração de forma absolutamente indolente e criminosa, pois tentamos compensar tal fato buscando talvez a segurança econômica.
Vamos pensar pela seguinte ótica: Se alguém não consegue atuar seu maior talento ou habilidade perante a sociedade, imaginem o que esta última não fará acerca das imperfeições desse mesmo indivíduo? É nesse exato ponto que deveríamos nos questionar sobre o seguinte: O que se tem feito acerca da solidão e conseqüente ódio interno resultante? Apenas se tem caminhado para o egoísmo e rigidez excessiva da disciplina, visando que outros tenham também um mundo tão sombrio e angustiante? 
É fundamental que todo ser humano esteja atento ao modo como enfrenta etapas cruciais em seu desenvolvimento, desde a tenra infância como a entrada na escola, passando pela adolescência, escolha profissional e a questão do amor. O que foi descrito anteriormente sobre o potencial não efetuado, remonta a um estilo de vida que chamaria de "projeto da desistência", ou seja, a pessoa vai tolhendo seu próprio potencial, seja desistindo ou não encontrando sua vocação, seja não se satisfazendo afetiva e sexualmente. Com toda a certeza essa deve ser uma das maiores pragas psíquicas de nossos tempos. Como resultado temos a total solidão e duas variáveis que produzem os maiores índices de ansiedade: a impotência e o medo em quase todas as esferas da existência.
Escolher a solidão é esconder as carências mais profundas, por vergonha ou medo de que alguém descubra o quanto um ser humano pode estar faminto de afeição. A solidão é uma tentativa surrealista de se tentar controlar o processo do amor. A mágoa maior não é resultante de uma relação que não deu certo, mas principalmente por nunca termos nenhum controle sobre futuras paixões ou decepções, sendo que a solidão é a tentativa desesperada para se colocar um freio nesse processo.


Crédito: Portal TopGyn 

terça-feira, 21 de setembro de 2010

O voto praDefinir logo no primeiro turno é Dilma, 13. Vamos votar pela vitória do Brasil

Quem imagina que votar em Marina é uma solução está redondamente equivocado. Ela não tem nenhuma condição de governabilidade, nem possui o lastro que Dilma adquiriu. O Brasil precisa continuar a boa política externa que o presidente Lula incrementou. Vote certo, dê utilidade ao seu voto. Vote Dilma, vote 13, pelo bem do Brasil!

O voto certo pra governar o Brasil é Dilma, 13. Vote certo, pra ganhar!





Aproxima-se o dia em que Dilma Rousseff será eleita a primeira presidenta da República do Brasil. Mais do que nunca torna-se necessário buscar ampliar a margem de vitória dela, pedindo aos que estão vacilantes que decidam votar nela para que o Brasil possa seguir mudando para melhor. Cabe a cada brasileiro depositar seu voto de confiança na candidatura dela. Não tem sentido votar em quem não tem a menor condição de governar o Brasil, quando Dilma reúne em torno dela todos os requisitos para o bom exercício da mais alta função desta Nação. A você que pensa votar em Marina, vote em Dilma, pois ela é a garantia de um Brasil respeitado internacionalmente e capaz de governa-lo com toda competência que a função exige. Vamos escrever este belo capítulo da nossa história dando a ela, Dilma, o voto da certeza, o voto da vitória. Não existe outra candidatura, portanto, não perca seu voto, vote Dilma 13









DILMA é o voto certo pra quem não quer perder o voto. Não vote em quem não tem a minima condição de dirigir o Brasil. Vamos prosseguir mudando para melhor, com Dilma, 13. É o voto da vitória!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bob Marley



"Os ventos que as vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar.. Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim,
aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre."

domingo, 27 de junho de 2010

Brasil Livre um blog que Recomendo

Brasil Livre é um blog novo, voltado para temas políticos, embora possa ultrapassar seus próprios limites que é o de ser um tributo às liberdades democráticas conquistadas com sangue, suor e lágrimas por todos aqueles que acreditaram em um Brasil Livre. Tem como lema a liberdade. Já passei por lá e verifiquei que é um blog com bom conteúdo e vale à pena ser visitado, lido e comentado.
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OPINIÃO

Este blog é destinado ao debate de temas políticos.
Portanto, participe sempre dando suas próprias
opiniões, com responsabilidade.

Seja bem vindo !